Maratona de Nara
Como já estava certa a nossa ida ao Japão em dezembro de 2012, comecei a procura por alguma corrida nessa época para que eu pudesse encaixar no nosso roteiro. Tendo em vista que chegaríamos apenas no dia 3/12, tive logo que descartar a maratona de Fukuoka, que ocorreria no dia 2 de dezembro.
Fiz a minha inscrição e do meu marido logo no início. Você pode fazer online, enviando os dados do cartão de crédito. No entanto, a confirmação não é imediata.
Chegamos ao estádio com uns 30 minutos de antecedência, deixamos nossos pertences no guarda volumes e nos posicionamos na nossa baia. Apesar de você informar o tempo que pretendia concluir a prova e de a organização informar no número de peito em que curral você deveria largar, o que se viu era uma mistureba geral.
A corrida chega em Tenri e depois retorna ao estádio de Nara. Até o km 35 estava tudo bem. Mas depois tudo começou a doer. No km 37 entrei em transe e liguei o piloto automático. Não via a hora de cruzar a linha de chegada.
O percurso é bastante difícil e ingrime. Não é uma corrida para iniciantes. É pedreira mesmo. No entanto, compensa pela gentileza da população e beleza do percurso. Além disso, Nara é uma cidade linda que merece ser visitada.
| Pit stop para abastecimento na Universidade de Tenri |
A única corrida que ocorreria durante nossa permanência no Japão seria a maratona de Nara, no dia 9/12.
Nunca tinha corrido uma maratona antes, mas não poderia perder essa oportunidade. O importante era garantir logo minha vaga. O resto (leia-se, o treinamento) ficaria para depois.
A maratona de Nara disponibiliza um site com versão em inglês contendo informações básicas sobre a corrida e instruções acerca da inscrição.
A inscrição
As inscrições encerraram bem cedo, no dia 27 de julho, e custaram 8.000 ienes.
| Meu número de peito. Que capricho! |
Dias antes do encerramento das inscrições, recebi um e-mail dizendo que a minha inscrição não pode ser feita por problemas no cartão de crédito. Entrei no site do Banco do Brasil e chequei se os cartões estavam liberados para uso no exterior. Ok, tudo liberado. Tentei de novo. Novo e-mail dizendo que o pagamento não pode ser efetuado.
Momentos de tensão. Faltava apenas 1 dia para o encerramento do prazo. Mandei um e-mail perguntando se poderia fazer a inscrição com o cartão do meu marido, que é do Santander. Resposta afirmativa. Desta vez deu tudo certo.
Agora só faltava treinar!!!
Confirmação
Em meados de novembro recebemos um e-mail confirmando nossa inscrição e contendo informações detalhada sobre a corrida. Agora era só esperar o dia D.
Retirada dos kits
Chegamos a Nara pela estação Kintetsu. Dentro da estação vimos pessoas da organização da corrida prontas a ajudar quem tivesse dúvidas. Já dava para perceber que a cidade toda respirava os ares da maratona.
| Aqui começa a subidinha! |
A retirada dos kits ocorreu na véspera da maratona, no estádio de Konoike. Para os estrangeiros havia um estande separado para a entrega, que foi muito rápida e sem problemas. Naquela tarde tive a impressão de sermos os únicos forasteiros a participar da corrida.
Também visitamos a feira da maratona que, apesar de não ser muito grande, tinha diversos produtos com preços excelentes. Compramos uma calça da Asics por cerca de R$ 40,00.
Também tinha diversas barraquinhas com quitutes japoneses. Humm....optamos por um delicioso sobá.
O dia D
Amanheceu bem frio no dia da corrida. Tomamos um café estilo japonês bem reforçado no ryokan. Fomos a pé ao estádio, que fica a uns 2 km de distância do nosso hotel. Seria bobeira pegar ônibus, pois estava um trânsito infernal.
| Pausa para foto na Universidade de Tenri. |
Levamos mais de 15 minutos para cruzar a linha de largada.
Os 10 km iniciais são dentro da cidade de Nara e não apresentam maiores dificuldades. No entanto, após passar pelo Parque de Nara, o percurso começa a ficar bastante ingrime e difícil.
Ao longo do caminho, não faltaram pessoas para incentivar e dar apoio. "Ganbatte kudasai" (vamos lá!) era o que mais se ouvia. Uma infinidade de senhoras bem velhinhas em cadeiras de roda agitando bandeirinhas, outras vestindo fantasias, muito contagiante. O povo japonês é nota mil. Isso tudo dava um pouco mais de força para seguir em frente. Apesar de a maior parte do percurso ser na zona rural, não ficamos muito tempo sem apoio do público para nos incentivar.
Ao longo do caminho, não faltaram pessoas para incentivar e dar apoio. "Ganbatte kudasai" (vamos lá!) era o que mais se ouvia. Uma infinidade de senhoras bem velhinhas em cadeiras de roda agitando bandeirinhas, outras vestindo fantasias, muito contagiante. O povo japonês é nota mil. Isso tudo dava um pouco mais de força para seguir em frente. Apesar de a maior parte do percurso ser na zona rural, não ficamos muito tempo sem apoio do público para nos incentivar.
| Símbolo de Nara. Veado no Nara Park! |
Após cruzar a linha de chegada eles colocam a medalha, te entregam a toalha da corrida e um kit com frutas.
Esse com certeza foi uma dia inesquecível.
O veredito
Apesar de ter sido apenas a 3ª edição, a maratona de Nara trai muitos participantes, a esmagadora maioria japoneses. Quase não vimos estrangeiros por lá.
Abastecimento a cada 3 km muito organizado, com placas alguns metros antes sinalizando os postos de hidratação. A maioria deles tinha isotônico e deliciosas balinhas. Em alguns ofereciam bananas já sem a casca. O que mais me impressionou é que todos jogavam seus copinhos, papéis de balinha e embalagem de gel nos cestos de lixo disponibilizados. Não se via aquele monte de lixo no chão. A educação dos japoneses é ímpar.
| Missão dada é missão cumprida: a prova da empreitada |
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