domingo, 27 de janeiro de 2013

Osaka

Dia 2
Madrugamos hoje (maldito fuso horário). Mesmo meio cansados da viagem, saímos para uma corridinha matinal de 6 km. Nossa, como correr no frio é bom. Correr a um pace de pouco mais de 5:00 min/km até pareceu um trotezinho. Após tomarmos café da manhã no hotel, saímos para nosso primeiro dia  de visitas em Osaka.
Castelo de Osaka (Osakajo)
A primeira visita do dia foi ao Castelo de Osaka (Osakajo). Fomos de metrô. A estação mais próxima - Morinomiya - fica bem pertinho do Castelo. A entrada custou 600 ienes, dando direito a subir na torre do Osakajo.
Estava bem tranquilo, nada de multidões. Alguns grupos escolares dividiam espaço com poucos turistas.
Últimas folhas vermelhas no jardim do Osakajo
Vista do topo do Osakajo
Minha vontade era encontrar os jardins recheados de árvores com folhas vermelhas. No entanto, como este ano o frio chegou mais cedo, as árvores já estavam quase sem folhagem. Uma pena. O site japan guide (http://www.japan-guide.com) fornece dicas com os melhores locais para visualizar as cerejeiras na primavera e as folhas coloridas no outono. Eles fazem posts de diversas cidades com fotos mostrando a mudança de cenário.


Comemos uns bolinhos de polvo numa das barriquinhas em frente ao Castelo para tapear a fome. Yummy!!! Muito bom! Não dá para ir ao Japão e não experimentar esses bolinhos.






Vista do Umeda Sky Building
Após o Castelo de Osaka seguimos rumo ao Umeda Sky Building para vistar o observatório que fica no topo do mesmo. A partir da estação de metrô Umeda anda-se um pouquinho até chegar lá. Nada que um GPS não resolva.
A entrada para o observatório custa 700 ienes, podendo ser paga com cartão de crédito.



Vista do alto do Umeda Sky Building

Do alto do prédio tem-se uma vista maravilhosa de Osaka. Aqui também não encontramos filas nem multidões. Pelo contrário. Estava bem vazio, com no máximo uns dez visitantes.
Lá em cima tem uma cafeteria e uma lojinha de souvenirs. Vale apena fazer uma pausa para tomar um café ou sorvete apreciando a vista.
Em seguida fomos ao Hep 5 (Hankyu Entertainment Park), um shopping center que abriga o parque da Sega. Como ainda estávamos meio cansados da viagem, não visitamos o tal parque. Uma pena! Apenas demos uma voltinha no shopping e voltamos para perto do hotel. Sem muita criatividade para procurar um lugar diferente para jantar, optamos por repetir a dose no 551 horai. Este restaurante é tudo!!!



domingo, 9 de dezembro de 2012

Maratona de Nara

Maratona de Nara


Pit stop para abastecimento na Universidade de Tenri
Como já estava certa a nossa ida ao Japão em dezembro de 2012, comecei a procura por alguma corrida nessa época para que eu pudesse encaixar no nosso roteiro. Tendo em vista que chegaríamos apenas no dia 3/12, tive logo que descartar a maratona de Fukuoka, que ocorreria no dia 2 de dezembro.
A única corrida que ocorreria durante nossa permanência no Japão seria a maratona de Nara, no dia 9/12.
Nunca tinha corrido uma maratona antes, mas não poderia perder essa oportunidade. O importante era garantir logo minha vaga. O resto (leia-se, o treinamento) ficaria para depois.
A maratona de Nara disponibiliza um site com versão em inglês contendo informações básicas sobre a corrida e instruções acerca da inscrição.
A inscrição
As inscrições encerraram bem cedo, no dia 27 de julho, e custaram 8.000 ienes.
Meu número de peito. Que capricho!
Fiz a minha inscrição e do meu marido logo no início. Você pode fazer online, enviando os dados do cartão de crédito. No entanto, a confirmação não é imediata.
Dias antes do encerramento das inscrições, recebi um e-mail dizendo que a minha inscrição não pode ser feita por problemas no cartão de crédito. Entrei no site do Banco do Brasil e chequei se os cartões estavam liberados para uso no exterior. Ok, tudo liberado. Tentei de novo. Novo e-mail dizendo que o pagamento não pode ser efetuado.
Momentos de tensão. Faltava apenas 1 dia para o encerramento do prazo. Mandei um e-mail perguntando se poderia fazer a inscrição com o cartão do meu marido, que é do Santander. Resposta afirmativa. Desta vez deu tudo certo.
Agora só faltava treinar!!!
Confirmação
Em meados de novembro recebemos um e-mail confirmando nossa inscrição e contendo informações detalhada sobre a corrida. Agora era só esperar o dia D.
Retirada dos kits
texto alternativo
Aqui começa a subidinha!
Chegamos a Nara pela estação Kintetsu. Dentro da estação vimos pessoas da organização da corrida prontas a ajudar quem tivesse dúvidas. Já dava para perceber que a cidade toda respirava os ares da maratona.
A retirada dos kits ocorreu na véspera da maratona, no estádio de Konoike. Para os estrangeiros havia um estande separado para a entrega, que foi muito rápida e sem problemas. Naquela tarde tive a impressão de sermos os únicos forasteiros a participar da corrida.

Também visitamos a feira da maratona que, apesar de não ser muito grande, tinha diversos produtos com preços excelentes. Compramos uma calça da Asics por cerca de R$ 40,00.
Também tinha diversas barraquinhas com quitutes japoneses. Humm....optamos por um delicioso sobá.
O dia D
Amanheceu bem frio no dia da corrida. Tomamos um café estilo japonês bem reforçado no ryokan. Fomos a pé ao estádio, que fica a uns 2 km de distância do nosso hotel. Seria bobeira pegar ônibus, pois estava um trânsito infernal.
Pausa para foto na Universidade de Tenri.
Chegamos ao estádio com uns 30 minutos de antecedência, deixamos nossos pertences no guarda volumes e nos posicionamos na nossa baia. Apesar de você informar o tempo que pretendia concluir a prova e de  a organização informar no número de peito em que curral você deveria largar, o que se viu era uma mistureba geral.
Levamos mais de 15 minutos para cruzar a linha de largada.
Os 10 km iniciais são dentro da cidade de Nara e não apresentam maiores dificuldades. No entanto, após passar pelo Parque de Nara, o percurso começa a ficar bastante ingrime e difícil.
Ao longo do caminho, não faltaram pessoas para incentivar e dar apoio. "Ganbatte kudasai" (vamos lá!) era o que mais se ouvia. Uma infinidade de senhoras bem velhinhas em cadeiras de roda agitando bandeirinhas, outras vestindo fantasias, muito contagiante. O povo japonês é nota mil. Isso tudo dava um pouco mais de força para seguir em frente. Apesar de a maior parte do percurso ser na zona rural, não ficamos muito tempo sem apoio do público para nos incentivar.
Símbolo de Nara. Veado no Nara Park!
A corrida chega em Tenri e depois retorna ao estádio de Nara. Até o km 35 estava tudo bem. Mas depois tudo começou a doer. No km 37 entrei em transe e liguei o piloto automático. Não via a hora de cruzar a linha de chegada.
Após cruzar a linha de chegada eles colocam a medalha, te entregam a toalha da corrida e um kit com frutas. 
Esse com certeza foi uma dia inesquecível.
O veredito
Apesar de ter sido apenas a 3ª edição, a maratona de Nara trai muitos participantes, a esmagadora maioria japoneses. Quase não vimos estrangeiros por lá.
Abastecimento a cada 3 km muito organizado, com placas alguns metros antes sinalizando os postos de hidratação. A maioria deles tinha isotônico e deliciosas balinhas. Em alguns ofereciam bananas já sem a casca. O que mais me impressionou é que todos jogavam seus copinhos, papéis de balinha e embalagem de gel nos cestos de lixo disponibilizados. Não se via aquele monte de lixo no chão. A educação dos japoneses é ímpar.
Missão dada é missão cumprida: a prova da empreitada
O percurso é bastante difícil e ingrime. Não é uma corrida para iniciantes. É pedreira mesmo. No entanto, compensa pela gentileza da população e beleza do percurso. Além disso, Nara é uma cidade linda que merece ser visitada.






quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Osaka

Osaka (Japão)

Dia 1
Chegada
Chegamos a Osaka no dia 5/12. O aeroporto de Kansai é bem moderno. O processo de imigração é rápido e indolor. Nossa bagagem demorou uns 5 minutos para chegar na esteira. Assim que pegamos nossas bagagens fomos providenciar nosso transporte até o hotel. Não recomendo pegar táxis, a menos que você tenha muito $$$ sobrando, visto que uma corrida até o hotel pode custar cerca de R$ 400,00.
Para pegar os trens, você precisa subir até o 2 andar. As linhas da JR e da Nankai ficam lado a lado. Qual delas escolher vai depender do seu destino. Como nos hospedamos no Fraser Residence Nankai Osaka optamos pela Nankai Line, que tem como destino a estação de Namba Nankai Station, bem próxima ao nosso hotel (uns três minutinhos de caminhada). Se seu destino for a estação de Namba, você tem duas opções: o Airport Express, que faz paradas em mais estações e é mais barato, e o rapit α, direto e mais caro. A diferença de tempo entre os dois é de apenas 9 minutos, o que me fez optar pelo primeiro. Você pode obter mais informações transportes a partir do aeroporto do site do mesmo (http://www.kansai-airport.or.jp/en/access/train/index.html).
Obs: quando fomos ao Japão, os guichês da Nankai Line no aeroporto de Osaka não aceitavam cartões de crédito. Assim sendo, leve ienes do Brasil ou faça saque nas ATM's do aeroporto. Como não gosto de chegar a outro país com as mãos abanando, levei uma quantia do Brasil.
O hotel
Chegamos ao hotel por volta das 10 horas. Bem mais cedo, portanto, que o horário previsto para check-in. No entanto, logo fomos encaminhados ao nosso quarto. Aproveitamos para tirar um cochilo antes de  darmos uma voltinha de reconhecimento.
O quarto até que tem um tamanho bem razoável. É equipado com frigobar, cooktop, máquina de lavar/secar. Muito prático ter máquina de lavar/secar dentro do quarto, pois dá pra levar menos roupa e não ficar carregando aquele monte de bagagem.
Fizemos a reserva pelo próprio site do hotel, considerando que o valor sairia menor que no booking.com e no hotels.com. No valor da reserva estava incluso café-da-manhã. Não era buffet. Eles te ofereciam 3 opções de pratos. Café e sucos eram liberados. Não era um prato farto, mas bem gostosinho.
Recepcionistas muito simpáticas e solicitas, como é padrão no Japão.
Os arredores
551 Horai - opção barata e gostosa em Osaka
Acordamos com uma fome e fomos dar uma voltinha. Bem pertinho do hotel tem um restaurante chamado 551 horai. Trata-se de uma rede de restaurante chinês com vários pontos em Osaka. Achamos um na Isetan da estação de Kyoto também. Os pratos são bem fartos e com um ótimo preço. Dá para comer muito bem por R$ 30,00 por pessoa ou menos. Considerando que eles oferecem chá e água de cortesia, você nem precisa gastar com bebidas. Além disso, no Japão não é cobrada taxa de serviço. Não custa lembrar que uma lata de refrigerante não sai por menos de R$ 10,00 e um chopp pequeno por R$ 15,00. Anotem essa dica, você não vão se arrepender! 

Restaurante Kani Doraku - só em Dotombori há 2 unidades
Depois fomos dar uma voltinha a pé até Dotombori, uma rua cheia de restaurantes e bem movimentada à beira do canal de mesmo nome. O mais emblemático deles é o Kani Doraku, onde você pode degustar o famoso caranguejo japonês.
Fachada de restaurante em Dotombori
Mas se você não estiver disposto a gastar muito por uma refeição, há várias outras opções na mesma rua. O melhor de tudo é que os pratos ficam expostos em uma espécie de vitrine acompanhados dos seus respectivos preços. Caso  o garçon não fale inglês e você não manje um pouco de japonês, é só apontar. Os cardápios, mesmo quando em japonês, costumam trazer fotos dos pratos.
Primeiro dia com gostinho de quero mais. Minha primeira impressão da cidade, e do Japão, foi a melhor possível. Pessoas simpáticas e extremamente educadas, tudo muito organizado, ruas impecavelmente limpas e seguras.